O curriculum vitae (CV) é a primeira hipótese que tem de brilhar e causar boa impressão junto de um potencial futuro empregador. Embora não seja sinónimo de porta aberta para a empresa, um CV bem elaborado aumenta consideravelmente as hipóteses de conseguir uma entrevista. Por isso, todo o esforço que possa dedicar a elaborar um bom documento é sempre bem dedicado. “Um currículo é o primeiro cartão-de-visita, é o que vai chamar à atenção (ou não) do empregador”, como diz Joana Santos, senior consultant da Hays.

Embora o mercado de trabalho em Portugal esteja complicado, um bom currículo pode ainda ser uma ferramenta muito útil para encontrar emprego no estrangeiro, “nomeadamente, nos países de expressão portuguesa, onde existem oportunidades de trabalho interessantes e vantajosas do ponto de vista das condições oferecidas”, refere Amândio Fonseca, administrador executivo da empresa de recursos humanos, Egor.

Para ter um CV vencedor, é necessário ter em consideração alguns pormenores que podem fazer a diferença. Segundo Joana Santos, quem lê vários currículos por dia, apenas dispensa alguns minutos a cada um, por isso é importante que seja sucinto, mas também que contenha a informação necessária. “Um currículo demasiado curto, sem detalhar as suas funções e sem datas, pode deitar tudo a perder. Por outro lado também não deve ser demasiado extenso, pois quem está a ler pode ficar perdido no meio de tanta informação e não perceber onde estão as principais valências do profissional”, prossegue a especialista. Aqui ficam quatro conselhos dos especialistas:

 

1. Duas páginas são suficientes:

Segundo os especialistas, uma das regras principais prende-se com o tamanho do documento. Este deve ter, no máximo, duas páginas. “É importante que as pessoas que respondem a anúncios tenham a noção que o recrutador – que faz a primeira triagem – se defronta frequentemente com o desafio de muitas dezenas de candidaturas e tende a estar mais atento a um currículo sintético – no máximo duas folhas, para quadros com vasta experiência”, explica Amândio Fonseca.

 

2. Seja sucinto:

Deverá começar pela informação pessoal, diz Joana Santos. “Comece pelos dados pessoais (nome, endereço, número de telefone, email). Em segundo lugar, coloque a experiência profissional ou a formação académica – em algumas profissões ou áreas específicas valoriza-se mais uma do que outra.

 

3. Organize a informação:

Segundo a especialista da Hays, “na maioria dos casos, é conveniente colocar primeiro a experiência profissional (da mais recente para a mais antiga, com datas bem explícitas) e depois a formação académica. Deve também adicionar um breve descritivo das principais funções em cada experiência profissional. Por fim, deve incluir informação sobre os conhecimentos linguísticos e informáticos”.

 

4. Saiba a quem se dirigir:

“Com frequência nos deparamos com candidatos que fazem emissões massivas de currículos, com reduzida ou nula aderência ao perfil anunciado e pretendido”, diz Amândio Fonseca. “A arte de ultrapassar a primeira triagem é a de transmitir ao recrutador a imagem de um candidato que fez o trabalho de casa e evidencia um esforço genuíno para demonstrar que aquela oportunidade e aquela função são o seu emprego de sonho”, prossegue o responsável.

 

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