Conheça o apoio para desempregados sem subsídio

Conheça o apoio para desempregados sem subsídio

Para quem está desempregado e já esgotou o subsídio de desemprego, a partir do final de janeiro existirá um apoio social para estes casos. Em causa está a reformulação do diploma que regulamenta os programas “contratos emprego-inserção” e os “contratos emprego-inserção +” e que foi publicado em Diário da República no dia 31 de dezembro. Estes programas, promovidos pelo IEFP, prevêem a ocupação de pessoas desempregadas através do desempenho de trabalho socialmente necessário em troca de uma bolsa que pode chegar até aos 419, 22 euros.

Até agora, estas duas medidas destinavam-se a desempregados que estavam a receber o subsídio de desemprego, o subsídio social de desemprego ou o rendimento social de inserção. No entanto, com a reformulação do diploma, estes programas passam a ter o seu universo de destinatários alargado e vão incluir também pessoas desempregadas que não estejam a receber subsídios. E não são poucas. Os dados oficiais mostram que existiam em novembro mais de 692 mil pessoas inscritas nos centros de emprego. No entanto, apenas 374 mil estavam a receber uma prestação de desemprego.

O Governo pretende assim fazer face a situações de exclusão e risco social, que decorrem devido à crise económica que o País vive. O objetivo é facilitar o encaminhamento destas pessoas para o trabalho considerado socialmente necessário. Se é este o seu caso, saiba como poderá usufruir deste apoio.

 

1. O que são os programas “contrato emprego-inserção” e “contrato emprego-inserção+”?

O “contrato emprego-inserção” e o “contrato emprego-inserção +” são duas medidas de apoio a pessoas desempregadas que consistem na prestação de trabalho que seja socialmente necessário. Isto é: Trabalho que seja realizado por pessoas desempregadas inscritas no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e que permita satisfazer necessidades sociais ou coletivas temporárias. Estas duas medidas têm uma duração máxima de 12 meses, com ou sem renovação do contrato.

 

2. Qual é o objetivo destes apoios?

A ideia destes programas é promover a empregabilidade de pessoas em situação de desemprego, promovendo as suas competências socioprofissionais, através do contínuo contacto com o mercado de trabalho. Para isso, é encorajado o contacto dos desempregados com outros trabalhadores e atividades, para que não existam riscos de isolamento, desmotivação e marginalização.

 

3. A quem se destinam?

– No caso do “contrato emprego-inserção” este programa destina-se a desempregados que recebam o subsídio de desemprego ou o subsídio social de desemprego.

-Já os “contratos emprego-inserção +” destinam-se aos desempregados que sejam beneficiários do rendimento social de inserção. No entanto, a nova portaria vem alargar o leque de pessoas que podem ser abrangidas por este programa. Assim, também os desempregados que não recebam qualquer tipo de apoio social mas que estejam inscritos no IEFP há pelo menos 12 meses, ou que integrem uma família monoparental ou cujos parceiros ou cônjuges estejam também desempregados vão poder ser integrados neste programa.

-A seleção dos beneficiários é feita pelo IEFP, em conjunto com as entidades promotoras de projetos de trabalho socialmente necessários, entre os desempregados inscritos nos centros de emprego.

-Nota ainda para o facto de terem como prioridade de candidaturas os casos de pessoas com deficiências e incapacidades, desempregados de longa duração ou com idade igual ou superior a 45 anos e ex-reclusos ou pessoas que cumpram pena em regime aberto voltado para o exterior.

 

4. Quais os valores dos apoios?

Os apoios financeiros dados às pessoas beneficiárias destes programas diferem consoante a medida em que estejam inseridos:

– No caso dos “contratos emprego-inserção”, o desempregado já é beneficiário ou do subsídio de desemprego ou do subsídio social de desemprego e, como tal, irá receber uma bolsa mensal complementar correspondente 20% do indexante de apoios sociais (IAS). Isto é cerca de 82,44 euros.

– Os desempregados que integrem a medida “contrato emprego-inserção +” têm direito a uma bolsa de ocupação mensal correspondente ao valor do indexante de apoios sociais (IAS), isto é 419,22 euros.

– A ambas as bolsas acresce ainda o valor do subsídio de refeição e o subsídio de transporte pago pela entidade promotora.

 

5. Que entidades podem receber pessoas desempregadas ao  abrigo destes programas?

– Até agora podiam receber pessoas ao abrigo destes apoios as entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos (serviços públicos, autarquias locais, entidades de solidariedade social). No entanto, com a alteração do diploma que regulamenta os programas “contrato emprego-inserção” e “contrato emprego-inserção +”, também as entidades coletivas privadas do setor empresarial local que sejam totalmente participadas pelos municípios, pelas associações de municípios e pelas áreas metropolitanas podem candidatar-se estas medidas.

– As candidaturas das empresas devem ser verdadeiramente fundamentadas, para que se comprove que as atividades a desenvolver sejam relevantes para a satisfação de necessidades sociais ou coletivas e que não visem a ocupação de postos de trabalho.

 

6. Que apoios existem para as entidades promotoras que integrem os beneficiários destes programas?

Também aqui os apoios diferem consoante a medida em questão:

– No caso dos beneficiários ao abrigo do “contrato emprego-inserção”, a bolsa é paga pelas entidades promotoras. No entanto, quando estão em causa entidades privadas sem fins lucrativos a bolsa é comparticipada pelo IEFP em 50%.

– Para as pessoas que se enquadrem no “contrato emprego-inserção +”, o pagamento das bolsas também fica a cargo das entidades promotoras e do IEFP, mas em diferentes termos. Por exemplo: no caso de se tratar de uma entidade privada sem fins lucrativos 10% da bolsa fica a seu cargo, e os restantes 90% são pagos pelo IEFP. Se estivermos perante o caso de uma entidade pública (ou de uma entidade privada que pertença ao setor empresarial local) 20% da bolsa fica a cargo da entidade promotora e o valor restante é suportado pelo IEFP.

 

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O que deve saber antes de ir a uma entrevista de emprego

O que deve saber antes de ir a uma entrevista de emprego

Apesar de a taxa de desemprego em Portugal estar a diminuir, o valor ainda é preocupante: são cerca de 736 mil as pessoas que continuam sem emprego, segundo dados do Eurostat relativos ao mês de maio. Correspondendo a uma percentagem de 14,3% do total da população apta para trabalhar, o desemprego ainda é um problema para muitas pessoas que não conseguem garantir um emprego. Pior ainda é a situação dos jovens: cerca de 34,8% está sem trabalho.

Ser chamado para uma entrevista de emprego pode ser um motivo de alegria por ver o seu currículo reconhecido. Mas muitas vezes o problema está em garantir a posição a que se candidatou. Se está prestes a ir a uma entrevista de emprego saiba como pode convencer o possível empregador que é pessoa certa para a posição a que se candidatou.

1. Prepare o seu currículo
A melhor forma de ser chamado para uma entrevista de emprego é apostar num currículo que se distinga dos outros candidatos. Seja pela originalidade ou pela experiência profissional, é imperativo que não cometa erros na elaboração do seu currículo. Pode optar por apresentá-lo em formato de papel, infografia, vídeo ou até criar uma página na internet. Mas saiba que deve constar no seu currículo a sua experiência profissional, os dados biográficos, o percurso académico e os seus talentos. Tudo isto irá torná-lo numa mais-valia para a empresa e, por isso deve ser bem destacado no seu currículo. Tenha em atenção aos erros ortográficos e a forma como transmite a mensagem. Algumas empresas, além do currículo, fazem questão de pedir uma carta de apresentação. Esta ferramenta serve para complementar o seu currículo e nela devem constar informações suplementares como os seus interesses profissionais e informações que destaquem o seu valor. Lembre-se que a carta de apresentação não precisa de muita informação sobre o seu percurso profissional porque isso já deve estar incluído no seu currículo. É também importante que na sua carta de apresentação transmita espírito de iniciativa e dedicação e que ela esteja personalizada consoante o cargo a que se candidata.

 

2. Respondeu ao anúncio de emprego certo?
Enviar currículos para todas as ofertas de emprego que encontra nem sempre é a solução para garantir uma entrevista de emprego. Para ter mais hipóteses é preferível que analise com cuidado o anúncio de emprego e tenha em conta os requisitos pedidos. Verifique quais são as palavras-chave do anúncio e coloque-as no seu currículo. Por exemplo, se a empresa necessita de alguém que fale fluentemente alemão especifique onde aprendeu a língua e durante quantos anos teve formação nesse idioma. Tenha também em atenção o local onde foi colocado o anúncio. Apesar de muitas empresas recorrerem a agências de recrutamento para contratarem funcionários especializados, outras preferem contactar diretamente as universidades quando existe uma necessidade de ‘trainees’. Assim sendo, o local do anúncio também é uma condicionante para saber se o empregador está a necessitar de um empregado com experiência e mais qualificado para determinado trabalho ou se pretende apostar num recém-licenciado.

 

3. Vá bem preparado
Se foi chamado para uma entrevista de emprego é importante que antes de tudo faça uma pesquisa sobre a empresa. Alguns empregadores tentam saber qual o interesse de um candidato questionando-o sobre a importância da empresa no setor em que se enquadra. Prepare um discurso em casa onde é essencial que inclua frases que promovam as suas habilitações e conhecimentos e o que ganharia a empresa em contratá-lo. Lembre-se que bastam três minutos para alguém formar uma opinião sobre si, por isso é essencial que consiga manter um discurso fluido e que passe uma boa imagem. Isto porque as empresas já estão habituadas a avaliar a postura, a forma como cumprimenta, como se senta e a forma como fala. No seu discurso deve também transmitir otimismo, vontade de trabalhar e acima de tudo humildade.

 

4. Saiba como responder às questões do empregador
Nem todas as entrevistas de emprego são iguais, mas existem algumas perguntas comuns que podem ajudá-lo na construção do seu discurso e a preparar as repostas às questões. Algumas perguntas como “Pode falar um pouco sobre si?” servem para o colocar mais à vontade. No entanto, é imprescindível que comente quais os principais pontos do seu percurso profissional. É também aconselhável que tenha cuidado quando tiver que responder à pergunta “Quais os seus pontos fracos?”. Isto porque pode ser demasiado negativo e denegrir a sua imagem perante o recrutador. Assim sendo, é aconselhável que prefira referir uma capacidade positiva e exagerá-la. Por exemplo, pode optar por dizer “O meu nível de exigência comigo mesmo é bastante elevado, o que leva a que trabalhe com muita minúcia naquilo que faço”.

 

5. Cuidado com a sua apresentação
Parece um conselho óbvio, mas nunca é demais relembrar a importância de ir vestido consoante os valores da empresa para a sua entrevista de emprego. É imperativo que prepare a sua roupa com alguma antecedência e confirme com o recrutador se existe algum código de vestuário na empresa. Desta forma será mais fácil saber se terá que optar uma roupa formal ou informal. Até porque muitas vezes, a forma como os funcionários de uma empresa se vestem reflete o espírito da empresa e se errar na sua apresentação isso poderá ser um sinal de que não se enquadra no local de trabalho.

 

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Está na hora de agarrar o emprego dos seus sonhos

Está na hora de agarrar o emprego dos seus sonhos

Faça uma busca interior
É importante que pare para pensar em três perguntas básicas: quem é, o que é que quer e o que o/a faz feliz. Sem analisar estas três variantes não vai conseguir atingir o seu objetivo. Segundo Karen Elizaga, autora do livro Find Your Sweet Spot, é fundamental “perguntar a si mesmo/a para que tem jeito, no que não é tão bom/boa, o que gosta e odeia fazer. […] É preciso recuar um pouco, ver aquilo que tem à sua frente e só depois olhar o para o mundo e ver quais as oportunidades ideais para si”, remata.

Faça um calendário com os seus objetivos
Não basta definir um objetivo. Também é necessário fazer uma lista com os passos que são necessários dar para que o mesmo se concretize. Segundo Vicki Salemi se o seu emprego de sonho passa por mudar de empresa é necessário mexer-se e começar a sondar a vizinhança. “Três vezes por semana procure novos empregos online e envie os seus currículos […] E todos os meses vá a eventos relacionados com a empresa”. O importante é mexer-se e manter os olhos no objetivo.

Descreva a empresa em que sempre sonhou trabalhar
Para Heather Huhman, especialista em carreiras, é necessário “decidir que empresas é que gostava de trabalhar e que postos de trabalho é que lhe interessam”, de forma a fazer uma triagem dos anúncios que vê todos os dias e da empresas que existem na sua cidade. Por exemplo, o salário que pretende receber, as regalias que lhe vão oferecer e a localização da empresa são variantes importantes em que deve pensar e manter em mente antes de mandar um currículo.

Mantenha o positivismo
Não desanimar e manter a esperança são fatores importantes quando se está em busca de algo com que sempre se desejou. “Fale do seu emprego de sonho como se fosse algo inevitável que vai acontecer na sua vida”, aconselha Karen Elizaga. É necessário manter a calma e não desmoralizar se as coisas não acontecerem no timing pretendido.

Mantenha a organização
Elabore uma lista de todos os empregos a que já se candidatou e os que a ainda se pretende candidatar. Para além disso tome nota do feedback que vai recebendo dos currículos que foi enviando e das entrevistas a que tem ido nos últimos tempos. É uma forma prática de não se afastar dos objetivos que traçou para a sua carreira.

Faça o trabalho de casa
“O facto de ter as ferramentas e experiência necessárias para desempenhar determinado cargo numa empresa, isso não o/a prepara para a competição”, revela Heather Huhman. É necessário que antes de qualquer entrevista faça o seu trabalho de casa e pesquise sobre a organização que se pretende encontrar consigo. O fundamental é que sobressaia no meio da concorrência e os futuros empregadores fiquem com boa impressão sua.

Repense a sua estratégia de conhecer pessoas
Muitas vezes, as pessoas que conhecemos no nosso dia a dia e com quem lidamos diariamente podem ser uma ótima ferramenta para eventuais oportunidades de emprego. “Se passa demasiado tempo em eventos da empresa em que não conversa com as pessoas certas, então é tempo de repensar a sua estratégia”, diz Salemi.

 

 

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Como fazer um currículo para vencer

Como fazer um currículo para vencer

O curriculum vitae (CV) é a primeira hipótese que tem de brilhar e causar boa impressão junto de um potencial futuro empregador. Embora não seja sinónimo de porta aberta para a empresa, um CV bem elaborado aumenta consideravelmente as hipóteses de conseguir uma entrevista. Por isso, todo o esforço que possa dedicar a elaborar um bom documento é sempre bem dedicado. “Um currículo é o primeiro cartão-de-visita, é o que vai chamar à atenção (ou não) do empregador”, como diz Joana Santos, senior consultant da Hays.

Embora o mercado de trabalho em Portugal esteja complicado, um bom currículo pode ainda ser uma ferramenta muito útil para encontrar emprego no estrangeiro, “nomeadamente, nos países de expressão portuguesa, onde existem oportunidades de trabalho interessantes e vantajosas do ponto de vista das condições oferecidas”, refere Amândio Fonseca, administrador executivo da empresa de recursos humanos, Egor.

Para ter um CV vencedor, é necessário ter em consideração alguns pormenores que podem fazer a diferença. Segundo Joana Santos, quem lê vários currículos por dia, apenas dispensa alguns minutos a cada um, por isso é importante que seja sucinto, mas também que contenha a informação necessária. “Um currículo demasiado curto, sem detalhar as suas funções e sem datas, pode deitar tudo a perder. Por outro lado também não deve ser demasiado extenso, pois quem está a ler pode ficar perdido no meio de tanta informação e não perceber onde estão as principais valências do profissional”, prossegue a especialista. Aqui ficam quatro conselhos dos especialistas:

 

1. Duas páginas são suficientes:

Segundo os especialistas, uma das regras principais prende-se com o tamanho do documento. Este deve ter, no máximo, duas páginas. “É importante que as pessoas que respondem a anúncios tenham a noção que o recrutador – que faz a primeira triagem – se defronta frequentemente com o desafio de muitas dezenas de candidaturas e tende a estar mais atento a um currículo sintético – no máximo duas folhas, para quadros com vasta experiência”, explica Amândio Fonseca.

 

2. Seja sucinto:

Deverá começar pela informação pessoal, diz Joana Santos. “Comece pelos dados pessoais (nome, endereço, número de telefone, email). Em segundo lugar, coloque a experiência profissional ou a formação académica – em algumas profissões ou áreas específicas valoriza-se mais uma do que outra.

 

3. Organize a informação:

Segundo a especialista da Hays, “na maioria dos casos, é conveniente colocar primeiro a experiência profissional (da mais recente para a mais antiga, com datas bem explícitas) e depois a formação académica. Deve também adicionar um breve descritivo das principais funções em cada experiência profissional. Por fim, deve incluir informação sobre os conhecimentos linguísticos e informáticos”.

 

4. Saiba a quem se dirigir:

“Com frequência nos deparamos com candidatos que fazem emissões massivas de currículos, com reduzida ou nula aderência ao perfil anunciado e pretendido”, diz Amândio Fonseca. “A arte de ultrapassar a primeira triagem é a de transmitir ao recrutador a imagem de um candidato que fez o trabalho de casa e evidencia um esforço genuíno para demonstrar que aquela oportunidade e aquela função são o seu emprego de sonho”, prossegue o responsável.

 

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Conselhos para procurar emprego

Conselhos para procurar emprego

O desenvolvimento da sua carreira e a procura de um novo emprego poderão tomar conta da sua vida, se não tiver cuidado. É por esse motivo que os especialistas da Kelly Services elaboraram uma longa lista de atalhos e dicas importantes para o ajudar a gerir o seu tempo e atingir os seus objectivos. De acordo com os estudos mais recentes da Kelly, que no último ano recrutou mais de 7 000 pessoas para funções permanentes no quadro de empresas distribuídas por um vasto leque de sectores de actividade, os empregadores procuram grandes talentos que demonstrem empenho e entusiasmo.

Hierarquize as suas necessidades

Analise as suas prioridades. O que é importante para si, para que tipo de empresa deseja trabalhar e que tipo de emprego procura? Qual o seu nível de ambição, está disponível para mudar de local de trabalho, até que distância está disposto a mudar e em que medida é importante a satisfação com o emprego? Este trabalho de casa inicial irá ajudá-lo a reconhecer os seus próprios requisitos-chave e poderá poupar-lhe muito tempo que poderia ser desperdiçado em busca de um tipo de emprego errado.

 

Sugestões para um CV

Vender-se a si próprio e às suas competências com êxito através do seu CV poderá fazer toda a diferença para assegurar uma entrevista. Tenha presente que deverá focalizar-se nos seus êxitos, dar exemplos de tarefas que desempenhou com sucesso e que demonstrem os seus pontos fortes e competências e incluir actividades que reflictam a sua atitude e personalidade. O seu CV deverá ser elaborado à medida das oportunidades de recrutamento específicas e deverá ter uma versão electrónica e outra em papel.

 

Empregos online

A internet revolucionou a forma de pesquisar oportunidades de emprego e a web é um local excelente para os procurar. Existem centenas de funções diferentes publicadas Kelly Career Network – e, tendo em conta que este site está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, poderá consultar as suas oportunidades de emprego quando lhe for mais conveniente.

 

Fique ligado à rede

A web, que lhe dá acesso a mais de um milhão de empresas em qualquer parte do mundo, é o melhor local para pesquisar os seus potenciais empregadores. Utilize um motor de busca como o www.google.pt para encontrar as oportunidades de emprego mais recentes em empresas ou sectores de actividade específicos e para saber quem é notícia.

 

Gestão do tempo eficaz

É fundamental utilizar o seu tempo de forma eficaz, em especial se está a trabalhar enquanto procura o seu novo emprego, e é neste ponto que a sua estratégia e o seu plano de acção poderão dar frutos. Assegure-se que o seu plano tem objectivos, prazos realistas e que dedica determinados períodos de tempo para se concentrar na sua pesquisa.

 

Estar preparado

Assegure-se que as suas competências estão actualizadas e que compreende os diferentes processos que as entidades empregadoras estão a utilizar actualmente para recrutar colaboradores. Poderá ser-lhe pedido para se submeter a uma avaliação psicométrica, que poderá testar as suas aptidões, capacidade ou personalidade. Se souber o que esperar terá muito mais êxito nesse dia.

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Como organizar o seu dia quando está desempregado

Como organizar o seu dia quando está desempregado

Conheça algumas estratégias que pode implementar para organizar o seu dia-a-dia e garantir que regressa rapidamente ao mercado de trabalho.

Os primeiros dias de desemprego são muitas vezes encarados como um período mais extenso das férias. Mas com o passar do tempo, o sentimento de alívio e descanso pode dar lugar à ansiedade, depressão e dúvidas. Manter o seu dia-a-dia organizado pode ser uma ajuda para conseguir encontrar um novo emprego. Numa altura em que a taxa de desemprego em junho ainda atingiu os 12,4% (de acordo com dados do Eurostat), são muitos os portugueses que tentam encontrar as melhores estratégias para voltarem a entrar no mercado de trabalho. Se é esta a sua situação, saiba como organizar o seu dia da forma mais produtiva.

 

7:30 horas

A importância de uma noite bem dormida tem efeitos benéficos para a saúde, de acordo com vários estudos. Praticar exercício físico logo pela amanhã ajuda a manter os seus objetivos de treino, mas a dar-lhe também a energia que precisa para o resto do dia. Opte por uma primeira refeição mais leve antes de realizar exercício.

 

8:15 horas

Tome banho e aproveite este tempo para definir o que tem que concluir ao longo do dia. Tire partido desta altura para pensar naquilo que gostava realmente de fazer no seu novo emprego.

 

8:30 horas

Coma um pequeno-almoço reforçado. Depois de uma sessão de exercício físico deve apostar em proteína e hidratos de acordo com o Buzzfeed. Mas não descure da luz do sol. É um anti-depressivo natural e ajuda o seu corpo a acordar.

 

9 horas – 12:30 horas

Tire partido das primeiras horas da manhã para procurar emprego. Vasculhe todos os sites de emprego relacionados com as suas competências e procure também nos jornais. Adeque o seu currículo aos vários postos de trabalho a que se candidata. E se for necessário, faça o mesmo com a carta de apresentação. Não se esqueça de mostrar o seu valor, personalidade e incluir alguns requisitos da descrição do posto de trabalho a que se candidata. Coloque apenas informação relevante.

 

12:30 horas – 13:30 horas

Hora de almoço. Utilize este tempo de pausa para ver alguma televisão ou fazer um pequeno piquenique no parque ou jardim da sua cidade.

 

13:30 horas – 14:30 horas

Continue a sua pesquisa por postos de trabalho, mas desta vez equacione a possibilidade de dar primazia a ofertas temporárias. Se não tem um rendimento certo ou um fundo de emergência, o seu tempo de desemprego pode ser bastante difícil a nível financeiro. Para que isso não aconteça é preferível que opte por um emprego temporário que possa ocupá-lo enquanto está à procura de algo mais estável.

 

14:30 horas – 15:30 horas

Olhe para o seu período de desemprego também como uma altura para aprender. Seja uma nova língua ou competência, existem vários sites que oferecem cursos gratuitos e que podem ajudá-lo no desenvolvimento do seu currículo. Não se esqueça que possuir novas habilitações pode ser o fator necessário para o escolherem a si numa entrevista de emprego.

 

15:30 horas – 16:30 horas

Utilize uma hora do seu dia para fazer ‘networking’. Ponha em dia a conversa com contatos da sua área de negócio, organize lanches com antigos colegas e participe em eventos onde o ‘networking’ é regular.

 

16:30 horas – 18:30 horas

Fazer voluntariado é uma forma de melhorar o seu estado de espírito, mas igualmente de ajudar outras pessoas a melhorar um aspeto da sua vida. O voluntariado é também visto como uma forma de fazer ‘networking’ e acrescenta valor ao seu currículo.

 

A partir das 18:30 horas

Socializar e relaxar também é importante. Depois de um dia dedicado a esta nova fase da sua vida, é importante que mantenha o contacto com a sua família e amigos. Lembre-se que manter o contato com pessoas mais próximas é também uma boa forma de encontrar uma oportunidade de emprego.

 

 

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Oito erros a evitar numa entrevista de emprego

Oito erros a evitar numa entrevista de emprego

Impressionar um recrutador e garantir o seu lugar numa entrevista de emprego nem sempre é uma tarefa fácil. Principalmente, tendo em conta que esta é uma situação onde o nervosismo muitas vezes tende a salientar-se. Se já foi chamado várias vezes para uma entrevista de emprego mas não recebe nenhuma confirmação de que o lugar é seu, conheça alguns erros pode estar a cometer e saiba como contorná-los de forma a causar uma boa impressão e a “conquistar” o recrutador. Leia também as Sete regras de ouro para arrasar numa entrevista de emprego”.

 

1.  Não ir preparado, nem saber nada sobre a empresa

É aconselhável que antes de ir a uma entrevista de emprego faça o seu trabalho de casa. Pesquise informação sobre a empresa a que se candidata e o cargo que quer vir a ocupar, visite o site da empresa e conheça os seus valores. Não se esqueça de que se mostrar um desconhecimento total da empresa onde espera vir a trabalhar será mais difícil criar um impacto positivo junto dos recrutadores. Leia o artigo.

 

  1. Não saber quais são os seus pontos fracos

Este é um dos temas mais abordados durante as entrevistas de emprego e, por isso, deve ir devidamente preparado. Se não conhece as suas fraquezas, peça ajuda a familiares e amigos que poderão apontar-lhe algumas características da sua personalidade. Ao dizer que não tem pontos fracos poderá estar a passar uma imagem pouco transparente de si. Mas atenção: É importante responder com cuidado e não ser demasiado negativo. Poderá pegar em algumas características positivas e exagerá-las para que se tornem negativas. Por exemplo: “Sou demasiado exigente comigo mesmo”. Leia ainda o artigo Saiba como as ‘soft skills’ podem ajudá-lo a encontrar emprego”.

  1. Não ir vestido de acordo com a função/empresa

Causar uma boa impressão numa entrevista de emprego passa também pela forma como vai vestido e se apresenta. Vestir-se de forma adequada e de acordo com os valores da empresa e do cargo a que se candidata é um bom primeiro passo para sentir-se mais seguro durante a entrevista.

  1. Chegar atrasado

Não ser pontual numa entrevista de emprego pode passar uma má impressão ao recrutador. Por isso, é importante chegar a “tempo e a horas”. Informe-se da localização precisa da empresa e tente sair um pouco mais cedo de casa para acautelar algum imprevisto que possa acontecer.

  1. Falar mal de antigos empregadores ou colegas de trabalho

Evite tecer palavras menos positivas sobre os seus antigos empregadores ou colegas de trabalho. Se abandonou recentemente o seu posto de trabalho de uma forma menos favorável e for questionado sobre essa situação é preferível dar uma resposta que não comprometa a sua entrevista de emprego.

  1. Estar muito nervoso

Estar muito nervoso pode comprometer o objetivo de alcançar uma nova oportunidade de emprego. A insegurança dá a entender que está pouco preparado e culminar num discurso pouco claro. Para diminuir o nervosismo prepare-se para a entrevista e treine as questões que podem ser levantadas pelo recrutador, como por exemplo, “Porque se candidatou a este emprego?” ou “Porque pensa que este trabalho é o ideal para si?”, para ter um discurso mais claro e compreensível.

  1. Ser demasiado autoconfiante

Se possui experiência profissional para o lugar a que se candidata isso pode ser um ponto a seu favor. Mas é aconselhável que tenha algum cuidado a salientar os pontos mais importantes da sua carreira, pois o recrutador poderá confundir a sua confiança com arrogância. Para evitar essa confusão realce o valor da equipa com quem trabalhou e enalteça a importância do bom ambiente dentro da sua antiga empresa, por exemplo.

  1. Mentir

Mentir nunca é uma boa opção. Por exemplo: Não refira qualificações que não tem ou que não domina totalmente e jamais diga que é fluente numa língua quando não fala o dialeto. Recorde-se que facilmente um recrutador consegue verificar a veracidade das suas informações.
 

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10 Dicas para procurar emprego de forma eficaz

10 Dicas para procurar emprego de forma eficaz

Se está a procurar emprego, conheça as táticas que devem guiar a sua busca.

A procura de emprego pode ser um processo cansativo. Procurar uma oferta que vai de encontro às suas competências, entregar o currículo várias vezes e não obter resposta é uma atividade frustrante. Os números do INE não dizem nada de novo: no quarto trimestre de 2015 existiam cerca de 827 mil pessoas que estavam sem emprego, o que representa uma taxa de população desempregada de 15,3%. Face a este problema intergeracional, consequência de uma crise económica sem precedentes, existem várias táticas que pode utilizar se está à procura de emprego.

 

1. Esteja presente no LinkedIn

Apostar nas redes sociais pode ser uma boa forma de manter-se a par do mercado de trabalho. Além de algumas ofertas estarem presentes nesta rede social dedicada aos profissionais, ter o seu perfil atualizado e com descrições do que já fez pode ajudar o seu futuro empregador a conhecer melhor a suas qualificações e competências.

 

2. Aposte no ‘networking’

Estabeleça contatos com colegas e amigos e informe-os que está à procura de trabalho. Se tiver um perfil ativo no LinkedIn tente também entrar em contato com responsáveis de empresas de recrutamento ou responsáveis da empresa onde gostava de trabalhar. Peça conselhos e dicas que possa implementar na sua procura de emprego.

 

3. Procurar nos sítios certos

Nos tempos que correm existem vários locais com ofertas de emprego. A internet tem sido o local de excelência para a divulgação de ofertas. No entanto, é necessário que tenha em conta que muitas ofertas não são verdadeiras. Por isso, responda apenas a ofertas que estejam em sites credíveis, como os sites das agências de recrutamento e que divulguem o nome da empresa.

 

4. Esteja atento às ofertas de emprego

Dedique uma ou duas horas do seu dia para pesquisar as várias ofertas de emprego. Pesquise na internet, nos jornais diários e semanários. Procure também visitar o Centro de Emprego da sua área de residência, a junta de freguesia e esteja atento aos ‘placards’ dos supermercados. Procure também informar-se sobre os concursos públicos de emprego divulgados em Diário da República.

 

5. Atualize os seus conhecimentos

Se está sem emprego, aposte na sua formação. Opte por formações e ‘workshops’ para fornecer o seu currículo de vantagens diferenciadoras face aos outros candidatos. Se preferir, pode ainda optar por obter uma licenciatura ou mestrado. O importante é que esteja a par do que se passa no mercado de trabalho, em particular na sua área de especialização.

 

6. Crie um CV marcante

Com um mercado de trabalho cada vez mais competitivo é importante que o seu ‘curriculum vitae’ se distinga do dos outros candidatos. Olhe para o seu currículo como um instrumento que irá mostrar ao seu futuro patrão, o porquê de contratá-lo. Liste as suas principais competências e experiência mais relevante, bem como as suas ‘soft skills’.

 

7. Escreva uma carta de apresentação

Muitas ofertas de emprego pedem que envie em conjunto com o seu CV uma carta de apresentação ou motivação. É imperativo que escreve uma carta de apresentação que reflita o espírito da empresa e que seja entusiasmante de forma a despertar curiosidade sobre o seu currículo.

 

8. Pesquise sobre a empresa

Antes de concorrer a uma oferta de trabalho, pesquise informações sobre a empresa a que se candidata. Leia o site da empresa, bem como as redes sociais em que ela está presente. Informe-se sobre as políticas internas da empresa, de forma a adequar o seu discurso e a sua forma de vestir.

 

9. Siga as regras de ouro antes de ir a uma entrevista de emprego

Se foi chamado para uma entrevista, encare-a como um exercício que poderá ser repetido várias vezes. Esta é uma forma de poder aprender com esta experiência caso não seja chamado para ocupar a vaga oferecida. Leia o artigo

 

10. Mantenha-se entusiasmado e motivado

Receber muitos “nãos” numa altura em que se está mais sensível pode ser devastador. O importante é que se mostre entusiasmado e motivado nas entrevistas de emprego. Fale de forma confiante e tente convencer o recrutador que é a pessoa mais habilitada para exercer a função a que se candidata.

 

 

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